sábado, 4 de maio de 2019

Disciplina: 100666 - METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA

Abaixo estão as questões e as alternativas que você selecionou:
QUESTÃO 1
(ENADE, 2014) No Brasil há uma legislação federal específica que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados, sendo o Conselho Nacional de Arquivos o responsável pela gestão documental e proteção especial dos materiais que lhe dizem respeito. Apesar da existência de uma política nacional de arquivos, os critérios de seleção e descarte de documentos são matéria de discussão entre os especialistas, a fim de definir quais entre eles apresentam "valor histórico" e, como tal, devem ficar acondicionados em arquivos permanentes. Outrossim, ao tempo em que se transforma a concepção do que seja "fonte histórica", é visível a ampliação do acesso que temos hoje a inúmeros acervos digitais, bibliotecas virtuais e outros espaços que permitem aos profissionais da história desenvolver atividades educativas e de pesquisa por meio da consulta a materiais aos quais, de outra forma, dificilmente teríamos acesso.
A partir do texto, avalie as seguintes afirmações.
I. A documentação digital, devido às suas especificidades e ao volume de produção necessita da chamada certificação digital antes de poder ser considerada como fonte histórica.
II. Os arquivos públicos, assim como os virtuais, são instrumentos de conservação da memória e podem ser, também, espaços de atividades educativas.
III. Os historiadores, atualmente, consideram que a natureza dos documentos históricos é variada de forma que os bancos de imagens constituem bons instrumentos de consulta para professores e pesquisadores.
IV. A profusão de informações que circulam no mundo contemporâneo e a falta de políticas públicas para a preservação dessa memória impedirão que os historiadores do futuro interpretem corretamente o nosso presente. 
É correto apenas o que se afirma em:

a )
 III e IV.


b )
 I, III e IV.


c )
 I, II e IV.


 
d )
 II e III. 


e )
 I e II.


QUESTÃO 2
Sobre as tendências da História da educação brasileira, assinale a alternativa correta:

 
a )
 Possibilitar a apropriação crítica do conhecimento, buscando o desenvolvimento da autonomia intelectual do educando era o principal objetivo da educação tradicional.
b )
 A educação proposta pelos escolanovistas era atrelada às técnicas de memorização e cidadania nacional.
c )
 Até o final da República Velha, o ensino que predominou nas escolas brasileiras foi baseado em uma perspectiva crítica e emancipacionista.
d )
 A constituição de uma educação laica no Brasil teve início ainda no período colonial, quando as reformas instituídas pelo Marquês de Pombal resultaram na decadência dos jesuítas e suas instituições de ensino.
e )
 A educação foi sempre vista como algo de suma importância no Brasil, visto que as escolas primárias foram fundadas desde o início da colonização.
QUESTÃO 3
(ENADE, 2014) O mito das três raças foi uma construção fortemente enraizada na produção de material didático no Brasil e compõe uma das representações mais divulgadas da chamada identidade brasileira. Ou seja, a uma cultura brasileira mestiça costuma-se fazer corresponder uma identidade brasileira igualmente mestiça, coesa e homogênea. Os textos dos PCNs e das Diretrizes ao defenderem a ideia de pluralidade cultural, criticam exatamente o papel homogeineizador dessa formulação.
Mattos, H. et al. Personagens negros e livros didáticos. In: ROCHA, H. et al. A História na escola. Rio de Janeiro: FGV, 2009, p. 309. 
Refletindo sobre o texto acima, em especial com relação às diversidades históricas e culturais tratadas nos PCNs e Diretrizes, avalie as afirmações a seguir.
I. As conexões entre PCNs e as Diretrizes tendem a construir uma nova relação educacional, abordando a importância histórica de índios e negros no Brasil, e, ao inserir tais grupos nos livros didáticos, o objetivo é mostrar sua participação na formação cultural do povo brasileiro.
II. A partir das discussões sobre o ?mito da democracia racial?, grupos antes considerados à margem do contexto histórico-cultural, passaram a fazer parte das políticas de inclusão, exemplificada pela inserção de temas como História da África e História Indígena nos diferentes níveis de ensino.
III. Os livros didáticos passaram a acompanhar a perspectiva da pluralidade cultural, considerando a diversidade da formação social e histórica do Brasil, abordando as diferenças culturais dos povos indígenas a partir da relação passado e presente, bem como a discussão sobre o sistema escravista, desde o tráfico Atlântico até os dias atuais.
IV. Ao analisar a relação livro didático, PCNs e Diretrizes sobre a questão da pluralidade histórica e cultural, o professor deve observar o que na prática é aplicado em sala de aula, dando ênfase em questões relacionadas à realidade local, em detrimento da realidade nacional.
É correto apenas o que se afirma em

a )
 I e III.



b )
 I, III e IV.



c )
 I, II e IV.



d )
 II e IV.



 
e )
 II e III.



QUESTÃO 4
Sobre os usos de livros didáticos no ensino de História, escolha a alternativa correta:



a )
 É um recurso forte a favor do professor, por ser o material que mais pontos de identificação com a realidade do aluno, tornando-o imediatamente acessível e prontamente utilizável.



b )
 Compreende sempre uma visão ideologicamente neutra dos temas abordados, podendo ser utilizado como parâmetro de conhecimento científico. 



 
c )
 Deve ser, sempre que possível, preterido em relação a outros materiais, em especial tecnologias mais avançadas.



d )
 Trata-se de um recurso forte, à disposição do professor, dado que dispõe de ampla distribuição e encapsula uma variedade de conteúdos, geralmente acompanhados de atrativos visuais.



e )
 Pode ser usado como um apoio constante, praticamente sem a agregação de qualquer material de apoio adicional ou de comentários críticos do professor em relação ao material.



QUESTÃO 5
Sobre a estrutura do plano de aula, escolha a alternativa correta:

 
a )
 O plano de aula deve atender a uma série de questões formais de modo a exibir da forma mais objetiva as necessidades estruturais de uma aula.


b )
 Trata-se de uma estrutura livre, que deve ser pensada para mostrar apenas as necessidades específicas de cada contexto, impossibilitando padronizações.


c )
 Um plano deve contemplar todas as minúcias compreendidas em uma aula, como um roteiro, do qual o professor não pode se desviar, ainda que minimamente.


 
d )
 Um plano deve ser composto de forma que qualquer educador profissional seja capaz de ministrar uma aula após lê-lo.


e )
 Um plano de aula deve ser claro o bastante apenas para o educador que o compôs e para os profissionais responsáveis por analisá-lo.


QUESTÃO 6
(ENADE, 2011) A cibercultura pode ser vista como herdeira legítima (embora distante) do projeto progressista dos filósofos do século XVII. De fato, ela valoriza a participação das pessoas em comunidades de debate e argumentação. Na linha reta das morais da igualdade, ela incentiva uma forma de reciprocidade essencial nas relações humanas. Desenvolveu-se a partir de uma prática assídua de trocas de informações e conhecimentos, coisa que os filósofos do Iluminismo viam como principal motor do progresso. (...) A cibercultura não seria pós-moderna, mas estaria inserida perfeitamente na continuidade dos ideais revolucionários e republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade. A diferença é apenas que, na cibercultura, esses ?valores? se encarnam em dispositivos técnicos concretos. Na era das mídias eletrônicas, a igualdade se concretiza na possibilidade de cada um transmitir a todos; a liberdade toma forma nos softwares de codificação e no acesso a múltiplas comunidades virtuais, atravessando fronteiras, enquanto a fraternidade, finalmente, se traduz em interconexão mundial.
LEVY, P. Revolução virtual. Folha de S. Paulo. Caderno Mais, 16 ago. 1998, p.3 (adaptado). 
O desenvolvimento de redes de relacionamento por meio de computadores e a expansão da Internet abriram novas perspectivas para a cultura, a comunicação e a educação. 
De acordo com as ideias do texto acima, a cibercultura:

 
a )
 representa uma modalidade de cultura pós-moderna de liberdade de comunicação e ação. 



b )
 valorizou o isolamento dos indivíduos pela produção de softwares de codificação.



c )
 constituiu negação dos valores progressistas defendidos pelos filósofos do Iluminismo.



d )
 incorpora valores do Iluminismo ao favorecer o compartilhamento de informações e conhecimentos.



e )
 banalizou a ciência ao disseminar o conhecimento nas redes sociais.



QUESTÃO 7
(ENADE, 2011) A obra abaixo, intitulada O leitor de breviário, à tarde, foi produzida, em torno de 1845-1850, pelo pintor alemão Carl Spitzweg. 

CHARTIER, R. A aventura do livro: do leitor ao navegador.
Trad. Reginaldo de Moraes. São Paulo: UNESP/Imprensa Oficial, 1999, p. 76.
A obra A aventura do livro: do leitor ao navegador, que consiste em entrevistas feitas com o historiador Roger Chartier, traz, na sua introdução, o seguinte comentário:
Toda história da leitura supõe, em seu princípio, a liberdade do leitor, que desloca e subverte aquilo que o livro lhe pretende impor. Mas esta liberdade leitora não é jamais absoluta. Ela é cercada por limitações derivadas das capacidades, convenções e hábitos que caracterizam, em suas diferenças, as práticas de leitura. Os gestos mudam segundo os tempos e lugares, os objetos lidos e as razões de ler. Novas atitudes são inventadas, outras se extinguem.
As considerações desse fragmento textual fornecem elementos para o historiador refletir sobre a história das formas de apreensão do mundo, as sensibilidades e a formação da identidade dos grupos sociais e sua relação com as práticas de leitura. 
A partir dessas considerações, conclui-se que o quadro de Carl Spitzweg representa

a )
 a ânsia de uma religiosidade que reduzia o ser humano a uma figura menor diante da natureza e minimizava o papel da leitura na formação do indivíduo.


 
b )
 a ênfase em uma leitura vinculada à postura individualista, ao gosto pela natureza harmoniosa e ao exercício da espiritualidade.


c )
 o desejo de conceder à leitura proporções revolucionárias em uma sociedade em que o indivíduo não se havia emancipado do império da natureza.


d )
 a busca da evasão em relação a um mundo dominado pelo capitalismo que começava a modificar as relações de produção no meio rural.


e )
 a busca de um isolamento absoluto em relação ao mundo urbano, escapando das influências dissolventes dos ideais burgueses sobre os valores tradicionais.


QUESTÃO 8
(ENADE, 2014 - p. 14) Destruídos todos os documentos sobre um determinado período, nada poderia ser dito por um historiador. Uma civilização da qual não tívessemos nenhum vestígio arqueológico, nenhum texto e nenhuma referência por meio de outros povos, seria como uma civilização inexistente para o profissional de História? A categora documento define uma parte importante do campo de atuação do historiador e a amplitude de sua busca.
Karnal, L.; TATSH, F.G. A memória evanescente. In: PINSKI, C.B.; LUCA, T.R. O Historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 9.
Por trás dos grandes vestígios sesnsíveis da paisagem, os artefatos ou as máquinas, por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer capturar. Quem não conseguir isso será apenas, no máximo um serviçal da erudição. Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe que ali está a sua caça.
BLOCH, M. Apologia da história ou o ofício do historiador. São Paulo: Zahar, 1989, p. 54.
Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes afirmações.
I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no século XIX, de que o documento era portador da "verdade dos fatos" não é mais aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como fontes históricas, chegando-se a conceder o estatuto de "fonte" a praticamente tudo que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor independentemente do meio social que os conserva.
É correto apenas o que se afirma em:

a )
 II e IV
b )
 I, III e IV
c )
 I e IV
 
d )
 I, II e III
e )
 II e III
QUESTÃO 9
A ditadura militar representou, simultaneamente, um período de expansão e contração para o ensino de História no Brasil. Ao mesmo tempo que os estudos se diversificavam nas universidades, sofria-se a censura. Sobre este período, assinale a alternatica correta:

a )
 Juntamente com a disciplina de Geografia, História ganhou espaço durante a implantação da educação básica promovida pela Lei 5.692/71.
b )
 A História continuou presente nos currículos como garantia de cidadania.
c )
 A Lei 5.692/71 foi responsável pela divisão da Educação Básica em primeiro e segundo graus e a limitação da História, substituÍda pelas disciplinas de Estudos Sociais, Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil.
d )
 A reforma proposta pela Lei 5.692/71 garantiu o retorno da História aos currículos, a qual havia sido substituída por Estudos Sociais na Era Vargas.
 
e )
 Em virtude da censura do período, os estudos históricos ficaram etagnados também no espaço acadêmico, até a reabertura política, somente em meados da década de 1980.
QUESTÃO 10
(ENADE, 2014 - p. 15) O compromisso com a construção da cidadania pede, necessariamente, uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal, coletiva e ambiental. Nessa perspectiva é que foram incorporadas como temas transversais as questões da ética, da pluralidade cultural, do meio ambiente, da saúde e da orientação sexual.
Amplos o bastante para traduzir as preocupações da sociedade brasileira de hoje, os temas transversais correspondem a questões importantes, urgentes e presentes de várias formas na vida cotidiana. O desafio que se apresenta às escolas é o de abrem-se para o seu debate.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais, ética. Brasília: MEC/SEF, 1997 (adaptado).
O texto acima ressalta a importância de a escola planejar o seu trabalho e o professor preparar as aulas com o objetivo de desenvolver
I. a consciência da condição sócio-histórica da sociedade brasileira, que carrega marcas de autoritarismo.
II. a consciência de uma sociedade para todos, a qual prepara o cidadão nos limites de sua condição socioeconômica.
III. o pensamento de que a democracia, no seu sentido amplo, é o direito do cidadão de ir e vire de exercer o seu direito de voto.
IV. a capacidade de buscar soluções e alternativas para as questões da vida coletiva, posicionando-se e respeitando opiniões divergentes.
V. a capacidade de participar da sociedade de forma efetiva, realizando ações que visem à superação da desigualdade social.
É correto apenas o que se afirma em:

a )
 II, III, IV e V.
 
b )
 I, IV e V.
c )
 I e II.
d )
 III, IV e V.
e )
 I, II e III.

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